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Politica

Até que enfim: Em nome de JESUS bancada evangélica resolve se unir na Câmara Federal.

 

Bancada evangélica aclama novo presidente e renova apoio a Bolsonaro.

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Após uma disputa marcada por rachas internos, a bancada evangélica da Câmara chegou a um consenso nesta quarta-feira (27) e elegeu como seu novo presidente o deputado Silas Câmara (PRB-AM). A escolha, por aclamação, ocorreu em uma reunião-culto na Câmara.

Com isso, a bancada deixa o processo fortalecida e com um discurso renovado de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), isso em meio a uma crise política que afeta a base do governo no Legislativo, atinge diferentes ministérios e trava a pauta econômica no Congresso.

Entre os assuntos sensíveis à bancada evangélica estão o projeto Escola sem Partido (para eliminar suposta doutrinação ideológica nas escolas), o Estatuto do Nascituro, o Estatuto da Família (que reconhece como família apenas a união “entre um homem e uma mulher”) e a abordagem pela educação de temas ligados a gênero.

Na reta final, porém, todos renunciaram com um discurso de que a frente precisava de unidade. É como o deputado Fokus disse ao retirar seu nome do páreo: “Estou vendo clima de disputa, para não dizer hostil. Que papai do céu possa trazer paz a esse ambiente”.

APOIO A BOLSONARO

Pastor da Assembleia de Deus, o novo líder do bloco é casado com outra deputada, Antônia Lucia (PSC-AC). Quando ela estreou no Congresso, 12 anos após o marido, não abriu mão do auxílio-moradia, ainda que os dois morassem juntos num apartamento funcional em Brasília.

Silas se comprometeu a lutar para que a bancada volte “à sua origem, que é defender os costumes ligados aos céus, à família”. Em seguida, disse que a assessoria do bloco evangélico detectou 1.798 proposições que “afetam diretamente nossa fé”.

Se os evangélicos não se unirem, disse, projetos como o 122, uma proposta de combate à homofobia, virariam lei. “Todas aquelas batalhas que fez o povo chorar e sangrar.”

“Não ouvi o governo dizer que não vai fazer ainda. Vai cumprir a palavra. Estou crendo que [Bolsonaro] está preparando a economia para o momento mais adequado [para oficializar a retirado do corpo diplomático de Tel Aviv]”, afirmou.

Silas Câmara disse que não se pode discutir cargos ou coisa que o valha, não se pode discutir “absolutamente nada a não ser o reino [de Deus]”.

Foi dia de casa cheia e cantoria gospel, com voz e violão da deputada Lauriete (PR-ES), ex-mulher do ex-senador Magno Malta (PR-ES), que entoou versos como “eu contigo pisarei”.

 

 

 

A união da frente parlamentar, que oficialmente tem cerca de 170 integrantes, mas na ativa mesmo menos de 40, será selada com uma Santa Ceia, um hábito em começo e fim de mandatos. A organização costuma ficar a cargo de uma assessora de Paulo Freire (PR-SP), que sempre leva pão e suco de uva no lugar do cálice de vinho da narrativa bíblica.

Antes de puxar uma oração pela bancada, Pastor Eurico (Patri-PE) deu o tom do que seria a manhã desta quarta no plenário 6 da Câmara: “Que o mundo possa ver que nós somos uma coisa diferente, porque Deus não escolheu uma coisa qualquer”.

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