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Justiça

FEMINICÍDIO NO BRASIL: O desafio de ser mulher no País com mais de 1,8 mil agressões por hora

Ser mulher no Brasil é uma preocupação diária, uma vez que segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mais de 4,6 milhões de mulheres sofreram agressões físicas no Brasil, em 2018. Os ataques são justificados pelos agressores de várias formas, seja por ciúmes, por não aceitar a separação ou até por se sentirem inferiorizados.

Em 9 de março de 2015, a Lei do Feminicídio (nº 13.104) entrou em vigor no Código Penal Brasileiro. A legislação se refere a “violência doméstica e familiar” e o “menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. A pena pode variar de seis a 20 anos de prisão.

A professora Lia Zanotta Machado, do Departamento de Antropologia da UnB, afirma que os agressores agem motivados pelo sentimento de poder. “A ideia do controle, da posse, da obrigação e da obediência de que ela (mulher) só pense nele e o obedeça integralmente é algo que leva a violência crônica e ao feminicídio. Matar uma mulher porque se tem controle e por poder? Eles não matam por amor, matam por ódio, matam por controle e poder numa sociedade muito tolerante em relação ao feminicídio”, comenta.

É muito importante que a mulher tenha a noção de que, na grande maioria das vezes, o feminicídio não é um ato isolado”.

 

A violência pode se manifestar de várias formas. Ela pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. E pode destruir a vida de qualquer mulher. É o caso, por exemplo, de Patrícia. Em poucos meses de relacionamento, ela e o companheiro começaram a morar juntos. Ele decidiu que não queria que Patrícia trabalhasse mais, se mostrava extremamente ciumento, até que começaram as ameaças.

 

Depois disso, ela tomou coragem, foi até a Delegacia da Mulher e fez a denúncia. Quando voltou para casa, nenhum dos pertences dela estavam mais lá. Patrícia conta que até hoje vive apavorada, porque as ameaças ainda continuam.

“Eu tenho muito medo de encontrar ele, porque toda vez que ele vê alguém que me conhece, ele fala, ‘O que é dela está guardado’. Que o dia em que ele me pegar vai me matar”, lamenta ela.

Agência Rádio Mais.

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